Como montar uma bike do Zero em casa

Como montar uma bike do Zero em casa,

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Como montar uma bike do zero para ter economia e conseguir fazer no seu tempo e no seu bolso?

Se você quer trocar de bike ou comprar sua primeira, mas a grana tá curta, você já fez as contas e viu que não dá pra comprar uma pronta, então vamos montar uma do zero?

A vantagem de montar sua bike é a possibilidade de fazer do jeito que você quer, escolhendo os componentes, misturando as marcas, não importa, você é que manda, e dá pra fazer isso aos poucos, comprando os componentes separados, buscando os melhores preços, garimpando na internet, e mesmo que demore um pouco, será um grande prazer pedalar uma bike que você montou!

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Instalações do vídeo 1 – componentes que dão suporte a outras peças.

Se você vai partir pra essa opção esteja pronto pra comprar algumas ferramentas, mesmo a gente mostrando em nossos vídeos algumas truques e até a construção de algumas ferramentas, tem umas muito específicas, então você compra ou leva em uma oficina pra instalar apenas aquele componente que não conseguiu.
Nas fotos abaixo, relacionamos todas as ferramentas utilizadas, e algumas substitutas que permitem instalações perfeitas.

Em 3 vídeos distintos, vamos ensinar como montar uma MTB aro 29 em casa. Essa bike será uma MTB de entrada, mas com 24 marchas, ela vai receber uma suspensão simples, mas com ajuste de preload (ajuste de compressão das molas). O quadro e rodas da Vzan podem equipar bikes de diversos níveis, então se amanhã eu quiser transforma-la em uma bike de trilha, é só substituir a transmissão, alavancas de mudança e os câmbios por modelos mais sofisticados, uns pedais de encaixe e pronto, já dá pra se divertir nas trilhas e nas competições.

INICIANDO A MONTAGEM
Com o quadro, garfo ou suspensão e as demais peças compradas, já dá pra começar! Essa bike é uma ótima opção para uso urbano e passeios por estradas de terra, e a pesar de ser básica, serve de referência pra você que está montando uma bike de trilha ou uma híbrida, pois a instalação dos componentes é sempre muito parecida.Se você não tem cavalete de manutenção, corre pra fazer o seu, nós já ensinamos como é, e fica bem mais fácil e seguro! http://www.pedaleria.com.br/cavaletedemanutencao/

GARFO
Com o quadro preso, vamos colocar o garfo ou suspensão, dependendo do uso que você fará da bike, a gente instala a caixa de direção com a prensa ou com a ferramenta que mostramos pra fazer esse trabalho: http://www.pedaleria.com.br/ferramenta-para-montar-caixas-de-direcao/

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Toda suspensão ou garfo novos vem com a espiga longa, então provavelmente vamos precisar cortar um pedaço dela, mas primeiro a gente encaixa tudo pra medir e verificar quanto sobra – deixe espaço suficiente pra colocar alguns calços em baixo do avanço, assim você terá opções pra modificar a postura caso não gostar do resultado ao montar na sua bike já finalizada.
Marque a posição de corte com caneta e desconte 4 ou 5mm abaixo da marca, se o avanço e a tampa ficarem alinhados, não dá pra tirar a folga da caixa de direção. O sistema aheadset é assim, a tampa deve apoiar no avanço, não na espiga do garfo ou suspensão.

CORTE DA ESPIGA
Para cortar a espiga é necessário ter uma morsa e o guia de corte, com ele o corte sai retinho, mas dá improvisar usando como apoio a parte de baixo de um avanço usado, assim você apoia a lâmina da serrinha conseguindo um corte mais reto, e depois tem que fazer o acabamento com a lima.

CÔNICO INFERIOR (PISTA)
Para colocar a pista na espiga (a parte de baixo da caixa de direção, que vai no garfo), é necessário usar uma ferramenta que é um tubo com sede para encaixar a pista, mas dá pra improvisar com uma porca “enorme”, medindo uma polegada e meia, onde a pista se encaixa perfeitamente, e podemos bater na porca com um martelo comum, até ela se encaixar por completo (alterne os locais das pancadas na porca).

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Porca de uma polegada e meia – a venda em qualquer casa de parafusos!

ESTRELINHA
Com a espiga cortada, vamos instalar a estrelinha. Pra isso também tem ferramenta, mas com cuidado dá pra instalar batendo direto sobre o parafuso, tomando cuidado pra ela não inclinar dentro do tubo, corrigindo as pancadas no parafuso, de acordo com a necessidade.
Agora já dá pra colocar os calços, o avanço, a tampa pra tirar a folga e por fim o guidão.

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CENTRAL CARTUCHO
Para montar o central cartucho com eixo square (ponta quadrada), inicie rosqueando ele no quadro suavemente, usando a mão, o aperto final você faz com a ferramenta certa, o soquete estriado para movimento central. Passe um pouco de graxa nas roscas dentro do quadro, e monte a peça pelo lado direito da bike – o lado da coroa! Neste lado a rosca é esquerda (anti-horária), e o cartucho entra quase completo, ficando apenas a outra tampa para instalar pelo lado esquerdo do quadro. Rosqueie um pouco cada um dos lados, apenas alguns fios de rosca, lembrando que a rosca do lado esquerdo é normal (sentido horário) , e fazendo isso a peça fica bem alinhada, as vezes montamos ela toda no lado direito, e não conseguimos posicionar corretamente a peça no lado esquerdo!

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BRAÇADEIRA E CANOTE DE SELIM
Agora vamos colocar a braçadeira de selim e o canote, verificando se o quadro não tem rebarbas internas para riscar o canote. Passe um pouco de graxa e monte. A graxa ajuda o canote correr livre, e evita que água e sujeira jogadas pela roda traseira no rasgo e em volta do canote.

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Concluída a instalação dos componentes que irão receber outras peças.

PEDIVELAS
O próximo passo é instalar as pedivelas no eixo, bata com um martelo de borracha ou de poliuretano, se for usar um martelo comum, coloque uma madeira para amortecer as pancadas, e a seguir instale os parafusos Allen M8.
Ao comprar essa peça repare no tamanho das coroas, as bikes aro 29” quando usam pedivelas de 3 coroas, a relações costuma ser 42, 34 e 24 dentes, se utilizar uma pedivela pra bikes aro 26”,  com a coroa 46 ou 48, vai ficar pesado, você vai achar que a bike não rende, não desenvolve velocidade.

COMANDOS DE MÃO
Agora os comandos de mãos. Com conjuntos de alavancas e manetes de freio juntas, o trabalho é mais fácil, mas tome cuidado com a braçadeira, ela costuma riscar o guidão. Na sequência, vamos colocar as manoplas finalizando a instalação dos comandos.

Se os cabos de aços dos câmbios não estiverem instalados nas alavancas, instale eles abrindo sua passagem, uma tampinha de borracha que fica próxima dos botões de acionamento, e verifique se o espaço para a cabeça do cabo está visível, se não estiver, é só acionar a alavanca superior para ele aparecer – é assim na maioria das alavancas EZ Fire, Raidfire e Trigger.

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CÂMBIOS
Instale os câmbios começando pelo dianteiro, e ao comprar esse componente, verifique se a medida da braçadeira corresponde a medida do tubo do quadro, pois existem 2 medidas para quadros de alumínio, a de menor diâmetro tem 31,8mm e a maior, para quadros com canotes de maior diâmetro, tem 34,9mm, mas dependendo do modelo, acompanha uma bucha adaptadora reduzindo a medida maior para a menor.
Na instalação do câmbio dianteiro, a posição do transportador da corrente com relação a coroa maior é um espaço entre 3 e 4mm quando olhamos a peça de lado, em alguns modelos de câmbio vem um adesivo com o desenho dos dentes da coroa, aí fica mais fácil encontrar a posição. Quando olhamos por cima, conseguimos notar se o câmbio está bem paralelo a coroa, se ficar torto, não irá trocar de marcha corretamente.

No quadro Everest da Vzan, a gancheira do câmbio traseiro não vem instalada, então a gente coloca essa peça primeiro, usando a chave Allen 2,5mm, e a seguir o câmbio, sempre passando passando graxa nas roscas, menos quando o parafuso é de segurança, pintado em azul, isso é trava para ele não soltar.

CABOS E CONDUITES DOS CÂMBIOS
Para encerrar essa etapa, os conduites e cabos. O quadro da Vzan tem rota interna para os conduites dos câmbios, e a bike fica com um visual mais limpo. Para instalar cabos e conduites de rota interna, usamos um imã pra guiar o cabo até a saída, mas antes agente lubrifica e monta os cabos nos conduites.
Para finalizar, instalamos as tampas das portas de saída dos cabos, na parte de baixo do tubo inferior do quadro, bem próximo ao central.

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Conduites diferentes – freios e câmbios não compartilham conduites, cada um tem o seu.

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Cabos de câmbio com rota interna – visual mais limpo!

DICA
Para que o guidão não fique virando quando a bike está no ar, sendo carregada, ou no cavalete, posicione os conduites de forma bem natural, o que sai da alavanca direita vai para o lado esquerdo do quadro, e o que sai da alavanca esquerda, vai pro lado direito, mesmo que eles se cruzem dentro do quadro, assim fica melhor e mais estético.
Agora a gente prende cada cabo no seu câmbio, observando se as alavancas estão engatadas na menor engrenagem, e faremos a regulagem quando a roda traseira estiver completa e instalada.

RODAS, CASSETTE E ROTORES
As rodas Vzan Overhill são básicas, mas tem uma versão com cubos para discos fixados pelo centro, o “Centerlock”, eles não usam aqueles 6 parafusos pra fixar o disco, só uma tampa central que utiliza a mesma chave de colocar e tirar o cassette, tornando a operação mais fácil na manutenção da bike.

CORRENTE
Pra medir o tamanho da corrente para determinado quadro, coloque a corrente na maior coroa e no maior pinhão (cog), sem passar pelo câmbio traseiro, a corrente deve se sobrepor 2 links, aí é só abri-la com a chave de corrente e se ela for KMC, a emenda é feita com o missing link, uma emenda rápida que dispensa ferramentas, encaixou, puxou, tá pronto.

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Emenda rápida Missing Link – dispensa ferramentas para emendar a corrente!

REGULNDO OS CÂMBIOS

Com a corrente instalada, vamos regular os câmbios. O primeiro passo é pedalar e acionar as alavancas pra experimentar e identificar o que será necessário fazer.
Olhando por trás dá pra ver o alinhamento da roldana superior do câmbio traseiro com o menor e com o maior pinhão, se precisar ajustar esse alinhamento, você faz isso com os pequenos parafusos L e H, eles são os batentes superior e inferior dos câmbio, ou seja, quanto o câmbio pode subir ou descer sem que a corrente caia.

A letra H representa o pinhão da alta velocidade (High), e a letra L o pinhão de baixa velocidade (Low), e experimentando apertar ou soltar esses parafusos aos poucos, dá pra perceber o que muda nos câmbios.
No câmbio dianteiro é a mesma coisa, H pra coa maior e L pra coroa menor. e aqui é mais fácil ver o funcionamento dos parafusos, eles limitam o curso do câmbio.

O terceiro parafuso do câmbio traseiro estica a corrente, movendo o câmbio para trás. Engatando a marcha mais pesada, a roldana superior do câmbio não pode encostar ou ficar muito próxima do menor cog (engrenagem), e esse parafuso controla isso, a distância ideal entre esses componentes fica entre 5 e 8mm.

FREIOS
Para não encarecer nossa bike de entrada, optamos pelos freios mecânicos da Bengal, e nessa marca, até os básicos são ótimos!
Nosso quadro e suspensão tem suporte de freio conhecidos como Direct Mount – (montagem direta), então a gente não usa aqueles adaptadores extra que acompanham os freios a disco, eles são para suportes International Standard, onde a fixação da pinça de freio é pela lateral. O Direct Mount é mais fácil de ajustar a posição da pinça.

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Antes de instalar a pinças, verifique se há tinta na sede onde elas se apoiam, se for o caso, dê uma lixadinha para nivelar o apoio.
Instale as pinças sem apertar muito os parafusos, e os que vamos usar são os marcados com tinta azul, eles tem uma arruela presa.

CABOS E CONDUITES DE FREIO
Instale cabos e conduites, a medida do cunduite dianteiro é 79cm para suspensão 100mm de curso, e o traseiro para quadro 17 polegadas é 1,5m, e lembre de lubrifica-los com graxa!
Com os cabos instalados fica mais fácil ajustar os freios nos suportes Direct Mount. Acione o freio na manete, verifique se a pinça está bem centralizada, aí aperte os parafusos que prendem a pinça no quadro. Se precisar, repita a operação corrigindo de leve a posição.

O disco tem que ficar mais próximo da pastilha interna, que é fixa, e o ajuste de aproximação dessa pastilha é feito por dentro da roda (passando pelos raios), pois o acesso está nas costas da pinça, utilize uma chave allen 5mm.

SELIM
Agora o selim. Instale ele na mesa do canote, e finalize com a bike no chão. O selim tem que ficar paralelo ao piso, sua ponta não pode ficar para baixo nem para cima, usando um nível é bem fácil posiciona-lo de forma correta.
Para finalizar a montagem da bike, os pedais. O direito, com a letra R tem rosca normal, horária, e o esquerdo tem rosca contrária, anti-horária, aperte com chave 15,, se não tiver essa chave mais longa.

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Para quem tem um torquímetro, a tabela abaixo indica as ferramentas e como devem ser os apertos de diversos parafusos e componentes das bicicletas.

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A bike pronta e funcionando perfeitamente, é o orgulho de quem encara o desafio e monta ela do zero!

Então é isso pessoal, espero que esses vídeos e esse posts sirva de incentivo pra que gosta e quer montar a própria bike.

Bom pedal!

 

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Sobre o Autor

Edu Capivara é Delegado Internacional do Biketrial no Brasil desde 1991 e introdutor do esporte em meados da década de 80. É amigo pessoal de Pedro Pi, o inventor do Biketrial e de toda a cúpula da BIU (Biketrial International Union) . Profundo conhecedor do mundo da bike, começou suas aventuras em modalidades como o BMX e o Mountain Bike no início desses esportes no Brasil. Já participou de campeonatos mundiais de biketrial pelo mundo todo, inclusive do primeiro, em 1986 na Europa.

Comentários (22)

  1. Glayson Santos

    Olá, Edu!
    Gostaria de saber quanto custou para montar toda a bike?
    Grande abraço, desde ja agradeço.
    Sou fã do canal, parabéns pelo ótimo trabalho!

    Responder
    • Edu Capivara

      Oi Glayson, ficou pouco mais de 2 mil.
      Obrigado por acompanhar a Pedaleria!
      Abraços;
      Edu Capivara

      Responder
        • Edu Capivara

          Oi Erisson, a Apex é muito mais legal, tem quadro hidroformado, canote de maior diâmetro, suspensão em alumínio com ajuste de preload e caixas de direção Semi-integradas.
          Com esse kit Alivio, ela ficaria muito bacana!
          Boa sorte!
          Abraços;
          Edu Capivara

          Responder
          • Erisson

            Verdade Edu, não tinha me atentado a esse detalhe do diâmetro do canote, e o design da Apex é muito bacana, porém me apaixonei por um detalhe da VZAN, conduites com rota interna. Em que o diametro de canote afeta diretamente?

          • Edu Capivara

            Oi Erisson, canotes de maior diâmetro atendem com mais segurança ciclistas muito pesados, ou quem queira colocar bagageiros que se apoiem neles.
            Abraços;
            Edu Capivara

  2. Mario

    Edu
    Onde posso abaixar a tabela (planilha de excel) que você mostra no vídeo de componentes e custos.

    Desde já agradeço

    Responder
    • Edu Capivara

      Oi Mario, tudo certo?
      Na descrição dos 3 vídeos, no Youtube e no Facebook tem o link da planilha!
      Abraços;
      Edu Capivara

      Responder
  3. Emerson Graciano

    Ola, Edu.
    Estou querendo montar uma bike aro 29, porém quero montar com freios v-brake.
    Há algum modelo de quadro de aro 29 com suporte para esse tipo de freio?
    Estou tendo dificuldades para encontrar.
    Ótimo canal, parabéns!

    Responder
    • Edu Capivara

      Oi Emerson, talvez encontre alguma antigo, usado. Esse tipo de freio não é comum para as aro 29″, se encontrar algum modelo atual com os pinos de freio, terá também suporte para o disco, e será bem popular (bike de entrada).
      Abraços;
      Edu Capivara

      Responder
  4. Alex José da Silva

    Bom dia Edu sempre vejo seus vídeos gostei muito desse dá vzan everst ,eu tenho uma fisrt FX aro 26. Estou pensando em montar essa vzan everst tenho 175 de altura e peso 110 kg qual o tamanho ideal do quadro que vou comprar?

    Responder
    • Edu Capivara

      Oi Alex, o tamanho legal para você ter agilidade é 17″.
      Boa escolha!
      Abraços;
      Edu Capivara

      Responder
  5. Moisés

    Gostaria de saber o que vc acha desse quadro vzan? Porque a vzan é mais reconhecida pelas rodas.
    Me interessei muito pelo quadro e gostaria de saber se ele é resistente o suficiente para trilhas”não muito pesadas”

    Responder
    • Edu Capivara

      Oi Moisés, o quadro é muito bem feito, o acabamento é ótimo e vem muito bem embalado. Ele utiliza rota interna dos conduites de câmbio, a bike fica com visual mais limpo!
      Ele está disponível nos tamanhos 15, 17, 19 e 21 polegadas e é importado.
      abraços;
      Edu Capivara

      Responder
  6. Fábio Silva

    Bom dia Edu, gostaria de saber as dimensões do tubo para instalar a pista no garfo, estou querendo fazer um aqui na ferramentaria da empresa. Ele serve para a over e a integrada também?
    Parabéns pelo canal e por compartilhar seus conhecimentos conosco.
    Abraço.

    Responder
    • Edu Capivara

      Oi Fabio, na espiga do garfo, a medida é igual para Oversize e Semi-integrada.
      O tubo tem 28,5mm e a saliência para a pista tem 30mm
      Abraços;
      Edu Capivara

      Responder
  7. Fábio Silva

    Olá Edu, gostaria de saber se existe algum procedimento para escolher os câmbios.

    Responder
    • Edu Capivara

      Oi Fábio, os câmbios mais simples (mais baratos), são para uso urbano, são mais pesados, tem mais peças de ferro. Os modelos mais leves, com capacidade para mais marchas (9, 10 e 11 marchas) são destinados a categoria Sport e Competição, e todo o grupo é mais caro.
      Se for para lazer, pedalar pela cidade, usar como transporte, os modelos de entrada de 24 marchas (3×8) atendem bem, se for para pedalar na terra, fazer trilhas, os grupos com 9 ou 10 velocidades, que podem ser 2×10 ou 3×10 (até 30 marchas).
      Abraços;
      Edu Capivara

      Responder
  8. Diogo Monteiro

    Oi Edu, sou do Rio e estou querendo montar uma Bike para treinar subidas na Vista Chinesa. A geometria desse quadro da Vzan é indicado? E o grupamento; Alívio, Deore ou SLX? Obrigado e Parabéns pelo Canal!!

    Responder
    • Edu Capivara

      Oi Diego, essa subida é maravilhosa, que paisagem!
      Para MTB, o Vzan é perfeito, geometria tradicional em um quadro bonito e bem construído. Quanto ao grupo, quanto mais sofisticado melhor, mais leve e com mais marchas, depende do seu bolso, o Deore e o SLX estão muito bonitos e funcionais, mas ainda tem componentes importantes, que influenciam demais no resultado final, suspensão e jogo de rodas. Para subir em asfalto, eu deixaria a bike com garfo rígido! Suspensão boa, que funciona de verdade (hidráulicas), custam de 1.500 a 4.000 Reais, podem pesar 1,7Kg para bike aro 29, já as baratas, com molas, além de ajudarem nada, pesam cerca de 2,5Kg.
      Boa sorte na escolha e compra.
      Abraços;
      Edu Capivara

      Responder
  9. Gabriel

    Olá Edu, Essa bike que você montou serve para fazer trilhas leves e médias ou somente para uso urbano?

    Responder
    • Edu Capivara

      Oi Gabriel, é boa para cidade e trilhas leves apenas!
      Abraços;
      Edu Capivara

      Responder

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